sábado, 18 de agosto de 2007
às nove
cheguei às nove, movem as perspectivas. tintas de colorir tempos. paisagens e o cimento do asfalto quente do recife. tive poucos sonhos antes de partir. poucas noites de sono. ou melhor, pouco sono para tantas noites. removedor de tintas para todas as coisas que colori por cinco anos. planos, tamanhos e razões. também planos de viagem pra longe. pra cerca de poucos lábios. pra chegar ficar tão preso. pra amar outra vez. pra desta não sair ileso. envieso o olhar. o mesmo que tentou descobrir formas mais impressionistas. agora sei que não fiquei de voltar. de olhar para trás. de achar que fui arredio. que de frio fui pouco pano para as madrugadas terrivelmente felizes. entrei e tranquei o portão para shelda não sair.
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